Seca - Investimento de R$ 1,8 bilhão para obras de prevenção da seca

Presidente Dilma quer ir além dos carros-pipa para enfrentar a maior estiagem das últimas quatro décadas
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Após o anúncio do investimento de R$ 1,8 bilhão para obras de prevenção da seca, a presidente Dilma Rousseff cobrou integração entre os governos para enfrentar os efeitos da estiagem, considerada a mais grave dos últimos 40 anos.
O pedido foi direcionado aos governadores que participaram da reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), realizada nesta sexta-feira (9), no Hotel Deville, na praia de Itapõa, em Salvador (BA).
"As coisas deram certo até agora em parceria. Sozinhos não vamos resolver", ressaltou Dilma reforçando a fala do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que alertou para as ações serem tomadas em conjunto com o governo federal e os comitês estaduais de combate à seca, e assim evitar o choque de medidas.
O encontro também contou com a presença de representantes de outros órgãos envolvidos no plano de prevenção da seca, como a Agência Nacional de Águas, Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério das Cidades, Banco do Nordeste e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em discurso, a presidente se mostrou contente pelo que o seu governo tem investido para amenizar os problemas da falta de chuva na região Nordeste e norte de Minas Gerais. "Esse país não tem o direito de deixar que a seca se transforme em flagelo", salienta.
No entanto, Dilma frisou que somente obras estruturantes podem resolver o problema histórico da região, que deve se manter acentuado até fevereiro de 2013. "Nós [governo] nos orgulhamos por termos feito a maior operação do país para amenizar os efeitos da seca, mas nós achamos que carros-pipa não é a solução para o Nordeste", enfatiza.
Todos os governadores assinaram termos de compromissos para a realização das obras. Os estados que mais receberão recursos do PAC de Prevenção da Seca são a Bahia (R$ 454,9 mi), Piauí (R$ 307,5 mi) e Pernambuco (R$ 242 mi).
Apesar das medidas anunciadas, Dilma Rousseff se disse insatisfeita com a oferta e o processo de distribuição de milho para o pequeno agricultor e prometeu avaliar junto à Conab como subsidiar uma quantidade maior do grão para os criadores não perderem os animais. "Vamos nos preparar para sustentar rebanhos e recompô-los".
Durante o pronunciamento a presidente confirmou que próxima terça (13), será anunciado o Programa de Irrigação para o Nordeste. A reunião foi encerrada após o discurso de Dilma, que saiu sem falar com os profissionais de imprensa, que ficaram retidos no auditório até que ela deixasse o hotel.
Mellyna ReisDo NE10/Bahia

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