SC - Investimentos em obras chegam a R$ 6,7 bilhões em 2013, revela Colombo

Em entrevista aos jornalistas do Grupo RIC, o governador Raimundo Colombo falou das dificuldades dos primeiros dois anos de mandato e das perspectivas para a segunda metade do governo
O programa Juro Zero, que beneficia microempresários com financiamentos sem o pagamento dos custos financeiros, servirá de base para o governo do Estado lançar uma nova parceria com as prefeituras catarinenses.
A proposta será detalhada aos novos prefeitos em fevereiro, pelo governador Raimundo Colombo (PSD), e prevê a possibilidade de os municípios contratarem financiamentos do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-sul) deixando os juros para serem pagos pelo Estado.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (20), durante entrevista do governador aos veículos do Grupo RIC em Santa Catarina (Notícias do Dia, RICTV, Record News e RIC Mais).
Colombo também garantiu que, dependendo do projeto, o Estado ainda deve oferecer uma contrapartida às prefeituras. A parceria será possível graças ao aporte de R$ 200 milhões que o Estado fez no capital do banco. O capital disponível na instituição é de R$ 1,2 bilhão. O governador anunciou ainda que dia 27 de dezembro estará nos Estados Unidos para assinar o BID-6, programa de investimentos em rodovias.
No balanço dos dois primeiros anos de governo, e projeção para os dois anos seguintes, Colombo informou que o governo está pronto para executar, a partir de 2013, um conjunto de obras da ordem de R$ 6,7 bilhões. “O governo nunca teve — e não sei se um dia terá — um volume tão grande de recursos para investimentos”, disse. Por outro lado, ele prevê queda na receita. Até o dia 10 de dezembro deste ano, o Estado arrecadou a menos do que a previsão de receita original R$ 1,030 bilhão.
Segundo Colombo, o cenário da economia internacional não é dos melhores. “Não adianta achar que vamos ter um crescimento acentuado. Não vamos ter. A realidade não é a mesma que tivemos há 15 anos”, comentou. Sobre a reforma do secretariado, Raimundo Colombo disse que a primeira fase está pronta e confirmou alguns nomes.
O atual secretário da fazenda, Nelson Serpa vai para a Casa Civil. O titular dessa pasta, Derly Massaud, vai para a Administração. O presidente da Fatma, Murilo Flores, secretário-executivo do Pacto por Santa Catarina, vai para a secretaria do Planejamento. O presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, volta para a secretaria da Fazenda.
As dificuldades dos primeiros 24 meses
Nosso objetivo na primeira etapa era definir prioridades, construí-las. Isso nós fizemos. Em paralelo, todas as obras que estavam em andamento, nós mantivemos e aceleramos algumas que julgamos importantes. Procuramos melhorar a qualidade dos serviços. E começamos a fazer os projetos das prioridades escolhidas.
O esforço foi muito grande para vencer esta etapa que era indispensável para que o governo tivesse êxito. Hoje a gente pode dizer com clareza que graças a Deus conseguimos vencer esta etapa.
Quinta-feira foi um dia decisivo porque nós construímos algumas prioridades. Uma delas foi a questão do financiamento. Nós conseguimos aprovar no Senado um financiamento internacional, o BID-6. Isso não foi fácil porque tivemos que vencer uma burocracia enorme. Agora estou indo aos Estados Unidos, dia 27 de dezembro, para assinar. E nesse conjunto nós conseguimos levantar algo na ordem de R$ 6,7 bilhões. Acredito que governo nenhum teve um montante tão expressivo de recursos para investir.
Habilidade contra a queda na arrecadação
Nós tivemos em 2012 uma queda de receita, uma frustração de receita muito acentuada. Ela não foi prevista por nenhum Estado do Brasil, nem no governo federal. Nós arrecadamos a menos do previsto R$ 1,030 bilhão até 10 de dezembro. Eu percebi ali pelo mês de abril que a previsão de receita não ia se confirmar.
Era um cenário internacional bastante claro e a economia interna não estava dinamizando. Nós não fecharíamos as contas do governo caso não tivéssemos uma postura muito dura. A gente tinha uma poupança feita no primeiro ano. E daí foi aperfeiçoar o processo de gestão e com isso conseguimos fechar o ano pagando todos os fornecedores e ainda o 13º e salário de dezembro. Leia mais ...

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