Cidades lutam para entregar obras a 500 dias da Copa do Mundo

Faltando pouco mais de 500 dias para o início da Copa no Brasil, as cidades-sede já lutam contra o relógio para entregar a tempo as obras de mobilidade urbana. Nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo, há gigantescos canteiros de obras.
São 122 intervenções previstas para os jogos de 2014, com um valor total de mais de R$ 25 bilhões, mas muitos dos projetos originais sofreram modificações ou foram abandonados.
“A realidade é de recursos financeiros limitados, problemas de desapropriação, licenças ambientais, uma regulamentação que não ajuda na licitação”, diz Paulo Rezende, doutor em planejamento de transportes e logística.
Seis obras foram excluídas: entre elas, a ampliação da pista do aeroporto de Porto Alegre, o projeto de corredor metropolitano de Curitiba e o monotrilho e o BRT de Manaus.
A quase 500 dias da Copa, há projetos que tiveram o calendário reajustado. Em Cuiabá, operários que trabalham na implantação do VLT, Veículo Leve sobre Trilhos, fazem terceiro turno, à noite, para acelerar as obras que serão entregues com dois meses de atraso.
O professor de planejamento diz que esperava mais das obras em todo o país. “Esse legado vai ficar obsoleto porque é um legado de curto prazo. É um legado de projetos muito simples”, diz Rezende.
Em Belo Horizonte, do conjunto de obras previsto para os jogos de 2014, a maioria é pensando na mobilidade urbana. São, ao todo, oito. Uma está parada por causa do processo de desapropriação, e as outras estão acima de 50% do cronograma.
O maior projeto é o BRT, sigla em inglês que significa transporte rápido por ônibus, que deve melhorar o transporte público e o acesso ao aeroporto internacional e ao estádio do Mineirão. “O ideal seria o metrô, mas o metrô, pelo tanto de tempo que já levou pra fazer esse pouco que tem aí, é complicado, ainda mais perto da Copa”, afirma o empresário Paulo Eduardo Orlando Ditozi.
“O BRT é um projeto mais rápido. Ele não veio pra substituir o metrô, mas veio para atender à população em um espaço médio de tempo”, diz Flávia Rohlfs, coordenadora do Comitê Executivo da Copa de 2014 em Belo Horizonte.
Fabiana AlmeidaBelo Horizonte, MG

Nenhum comentário: